terça-feira, 12 de julho de 2016

Quando Deus diz para não orar


Em toda a Bíblia encontramos versos exortativos à prática da oração. Orar é conversar com Deus, por isso, o cristão que deseja comunhão com o Senhor aprende a busca-Lo em oração todo tempo.
Em Filipenses 4.6-7, por exemplo, Paulo diz para a igreja vencer a ansiedade com oração, súplica e intercessão com ação de graças. Ele também disse a Timóteo para orarmos por todos aqueles que estão investidos de autoridade e aos Tessalonicenses mandou “orar sem cessar”.
Agora Deus diz em Jeremias 11:14 “Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por eles clamor nem oração; porque não os ouvirei quando eles clamarem a mim, por causa do seu mal”.
Por que o Senhor diz para não orar? Primeiro porque a nação havia abandonado o Senhor e estava adorando aos baalins. Seu coração era dos ídolos. Seus profetas profetizavam mentiras, seus nobres e magistrados torciam o direito e a justiça, os pobres eram explorados. Não guardaram a Lei e nem a aliança do Senhor.
Deus disse que não adiantaria orar porque eram pecadores obstinados que necessitavam de disciplina e juízo. Precisavam ser quebrados por Deus para terem arrependimento de seus pecados.
O que se aprende aqui com a situação de Israel é que a paciência de Deus também tem limites. Quando seu povo se afasta do caminho Ele levanta profetas, relembra a Lei e a aliança e aponta o caminho. Se o povo continua obstinado no pecado, nem o oração resolverá, pois antes o Senhor trará juízo.

Aprendamos com o erro dos outros e perseveremos firmes no caminho.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

A IGREJA QUE AGRADA A DEUS (I)


“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt.16.18)
Estaremos meditando sobre o tema A IGREJA QUE AGRADA A DEUS.
No versículo acima, palavras de Jesus sobre a igreja, Ele nos dá pelo menos três importantes lições. Vejamos:
1. A IGREJA QUE AGRADA A DEUS É DE CRISTO: “minha igreja” foi o que Ele falou. A igreja de Deus tem um só Senhor: Cristo. A igreja é dele porque foi comprada com seu sangue, santificada e purificada pelo seu Espírito e existe para sua glória e louvor.
2. A IGREJA QUE AGRADA A DEUS É EDIFICADA POR CRISTO: “Eu edificarei” foi o que ele disse. Ele edifica sua igreja; Ele é o seu sólido fundamento, a pedra angular. Também é o cabeça deste corpo e quem a plenifica. Ele edifica sua igreja.
3. A IGREJA QUE AGRADA A DEUS É VITORIOSA: “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” foi sua conclusão. A igreja avança em triunfo porque caminha no poder do seu Senhor. Aquele a quem toda autoridade foi dada no céu, na terra e debaixo da terra.
Igreja que agrada a Deus é o que devemos ser. Jamais confiando em nós ou em nossas forças, mas naquele que nos fortalece.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Lutando pela família


Neemias foi um servo usado por Deus na reconstrução dos muros de Jerusalém para retorno do povo de Israel do exílio de setenta anos.
Não foi fácil executar sua tarefa, pois os habitantes de Jerusalém estavam desorientados, amedrontados e com inimigos por todos os lados. A estratégia de Neemias foi lembrar-lhes que, lutar pela cidade era lutar também pela família. Ele disse:
Nee 4:12-14: “Quando os judeus que habitavam na vizinhança deles, dez vezes, nos disseram: De todos os lugares onde moram, subirão contra nós, então, pus o povo, por famílias, nos lugares baixos e abertos, por detrás do muro, com as suas espadas, e as suas lanças, e os seus arcos; inspecionei, dispus-me e disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa”.
Muita preciosa essa lição: ao fazermos nosso trabalho, desenvolvermos nossa missão, investirmos em nossos planos, devemos lembrar que a família que temos está sempre diretamente envolvida. Trabalhar pra nós também implica em pelejar por ela.
Dessa maneira, Neemias estimulou os habitantes de Jerusalém, deu-lhes propósito de maneira que se puseram ao trabalho.

Façamos o mesmo: pelejemos por nós, pelo nosso conjugue, pelos nosso filhos e por nossas famílias.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Milagres


  Estava ouvindo uma música do conjunto “Prisma” chamada “Creio em milagres”. Este é um assunto que precisa de pesquisa nos dias de hoje. W.G.T.SHEDD diz que milagre é um ato extraordinário de Deus. STRONG corrobora esta definição dizendo que milagre é um acontecimento palpável aos sentidos, produzido com fim religiosos, pela agência imediata de Deus. Segundo DAVID HUME, para haver milagre deve haver quebra ou violações das leis da natureza. Assim sendo, concluímos que: Só Deus realiza milagres; eles têm finalidade espiritual, que é produzir fé e revelar o poder de Deus; é sempre um fato extraordinário, além da natureza, porque trata-se da intervenção direta de Deus.
   Os milagres podem ser classificados quanto ao seu “modus operandi” em imediatos e mediatos. Milagres imediatos são aqueles em que a agência de Deus se realiza sem a intervenção de meios, como na criação do mundo, na ressurreição dos mortos, na ressurreição de Cristo. Nestes milagres não aparecem meios, pois Deus simplesmente faz. Milagres mediatos são aqueles em que Deus emprega forças ou elementos naturais, algumas vezes intensificando as agências naturais além do usual, afim de alcançar seu objetivo. A separação do Mar Vermelho, por exemplo, usou o concurso de um grande vento oriental; o dilúvio usou o concurso do abrir as comportas do céu; a alimentação de Israel no deserto foi com codornizes; as pragas no Egito usaram cinzas, cajado e outros elementos naturais para produzir o sobrenatural. O emprego desses meios não faz desses acontecimentos algo menos milagrosos, quando lembramos que é Deus que está dirigindo as coisas.
   Milagres acontecem? SPINOZA negou a existência de milagres, mas foi porque negou antes a existência de Deus. Não dá para crer em Deus sem crer que Ele faz milagres. A Bíblia esta repleta deles. Eles tem um propósito, como disse Jesus em Mat.9:6: “para que saibais que o Filho do Homem tem na terra autoridade para perdoar pecados (disse, então, ao paralítico): levanta-te, toma teu leito e vai para casa”. Este é o exemplo de milagre comprobatório e sua finalidade.

   A pergunta para nós é se já passou a “era dos milagres”? É certo que Deus nunca deixará de ser Deus e de fazer o que Ele quer e quando quer. Isto inclui milagres. Mas, Ele tem um modo de agir e isto influi na freqüência dos milagres hoje. Se você observar bem na Bíblia, regra geral, os milagres acompanham uma revelação e um mensageiro. Se pensar em Cristo como O MENSAGEIRO e seu evangelho como A REVELAÇÃO, os milagres já cumpriram seu propósito principal. Não ouso afirmar que eles se “acabaram”, mas afirmo que diminuiu e muito sua freqüência. Eles não devem ser esperados onde a lei natural é suficiente, nem onde a revelação maior se estabeleceu. Devemos evitar os extremos de negação e exploração dos milagres. Nega-los é negar o Deus vivo, ativo e pessoal. Abusar deles é tentar o Senhor e explorar a fé. 

sábado, 23 de abril de 2016

A evangelização em Samaria


“Muitos samaritanos daquela cidade creram nele, em virtude do testemunho da mulher, que anunciara: Ele me disse tudo quanto tenho feito.” (João 4.39)

O versículo em destaque está no texto que relata o episódio de Jesus conversando com uma mulher samaritana à beira do poço em Sicar. Depois que a mulher compreendeu quem era Jesus e quais propósitos Deus tinha para a vida dela, deixou seu cântaro, voltou à cidade e chamou as pessoas para ouvirem também o que Jesus comunicava.
Neste versículo temos alguns aspectos práticos da evangelização:
1)           O objetivo da evangelização é levar alguém a crer em Jesus como salvador pessoal. “Muitos samaritanos daquela cidade creram nele...”. A salvação é pela graça mediante a fé, conforme ensina Paulo em Efésios 2.8-10. A evangelização expõe ao pecador sua condição espiritual pecaminosa, sua condenação, e apresenta-lhe Cristo como solução para tão grave problema. O Espírito de Deus é quem convence o pecador e o move ao arrependimento e à fé. Ele tornar-se-á nova criatura em Cristo Jesus (1 Cor.5.17).
2)           A evangelização deve ser feita pela igreja, pelo testemunho dos crentes. “...creram nele, em virtude do testemunho da mulher, que anunciara...”. Para seus discípulos Jesus deixou a grande comissão, evangelizar toda criatura e pregar em toda a terra (Mat.28.18-20). O anúncio do que Cristo fez na cruz é tarefa da igreja de Deus ao mundo. A mulher samaritana entendendo a mensagem e recebendo seu impacto transformador, vai até a cidade e chama os homens para virem a Cristo. Seus argumentos para trazê-los é exatamente aquilo que Cristo lhe fez.
3)           A evangelização atingirá o coração de muita gente em lugares e situações inesperados. “Muitos samaritanos daquela cidade creram... a mulher anunciara: ele me disse tudo quanto tenho feito”. Primeiro destaque é a palavra “muitos”. Não foram poucos os convertidos; isso mostra a graça de Deus atingindo o coração de muitas pessoas. Mas, não é só a quantidade de pessoas que Deus salvou, mas o tipo de gente que salvou. Começou com uma mulher de vida moral duvidosa e atingiu a cidade de um povo marginalizado por Israel. Deus salva muitos e salva qualquer pessoa que desejar. Isto é graça. A mesma graça que atingiu o endemoninhado gadareno, o ladrão na cruz e a mulher pecadora que ungiu os pés de Cristo.
A igreja precisa proclamar a Cristo, pois, “como ouvirão se não houver quem pregue?” (Rom.10.14). Envolvamo-nos com esperança e fé nesta tão graciosa missão.

sexta-feira, 11 de março de 2016

O Cuidado de Deus


“Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará aquele que te guarda” (Sl.121)

Conta-se que um missionário queria subir uma montanha para falar de Cristo a uma tribo que vivia lá. Estando no pé da montanha, achou um povoado e nele contratou um guia para levá-lo até seu destino. O guia lhe disse que a jornada era longa montanha acima e que o melhor seria eles saírem de noite para chegar de manhã cedo. O missionário concordou. Ao final da tarde surgiu o guia com dois burrinhos. O guia montou no primeiro e foi puxando o missionário que estava no segundo. O sol se pôs e sem ele a noite chegou. Noite sem luar, tudo muito escuro. O guia acalmou o missionário dizendo que os animais conheciam muito bem a estrada e andavam perfeitamente bem sem luz. Bem tarde da noite, o missionário começou a ser importunado por insetos. Entravam pela sua roupa e pelos ouvidos. Quanto mais abanava, pior ficava. Irritado com aquela situação orou brigando com Deus. Será que era justo Deus deixar tais insetos atormentá-lo nesta viagem missionária? Não estava ele indo evangelizar? Deus não podia livrá-lo desses bichinhos inoportunos? E por toda a viagem os insetos fizeram bem o seu papel de irritar o missionário. Chegaram ao destino e o homem de Deus foi evangelizar o povo. Feito seu trabalho, procurou o guia para combinar a volta. O guia propôs a mesma estratégia: sair de noite e chegar pela manhã. Mas, o missionário pensando em se livrar dos insetos atormentadores não quis. Preferiu sair de manhã cedo e viajar de dia, apesar do que o guia lhe aconselhou. Pela manhã foram descendo a montanha. Dia ensolarado permitindo que se enxergasse tudo. E o missionário viu a estrada estreita por onde viajavam. Tão estreita era que se os animais resvalassem os pés, cairiam no precipício. O problema agora não era pequeninos mosquitos, mas o medo de morrer. E o homem orou a Deus pedindo perdão. Deus não o livrou dos mosquitos, mas em todo o tempo vinha guardando a sua vida da morte.